Pediatria
Não, não e não.
Elas (pediatras) são morenas, loiras e falam com aquele tique de meninas bem. Aparentam simpatia quando rasgam aqueles dentes esbranquiçados à bugs bunny, tudo engano.
Os putos, são o mal menor, uma daquelas bombas relógio que nunca se sabe que porcaria de vírus nos vão passar.
Ja só faltam 52 dias, 6 urgências (sendo que 2 delas são fora da minha equipa/regimento/absolutismo/tiranismo/despotismo/miguelismo)
Tão contente que estou!
Esta gente é mais maluquinha que a (ite) (I)
"Restaurante promove 'menu do ataque cardíaco' com hambúrguer de 8 mil calorias""Um restaurante temático dos Estados Unidos está a promover um menu rico em gordura e calorias ao qual deu o nome ‘menu do ataque cardíaco’. No Heart Attack Grill, em Chandler, no Arizona, a decoração lembra um hospital, as empregadas vestem-se como enfermeiras e os clientes são chamados de 'pacientes'. (...) Ainda no site, ‘Dr. Jon’ informa que pretende tornar o estabelecimento num centro de dietas, para competir com programas conhecidos como o dos Vigilantes do Peso. «Nos nossos centros vamos oferecer aos americanos algo que nenhum outro programa de dietas jamais conseguiu fazer: uma dieta da qual pode verdadeiramente gostar e manter para o resto da vida», afirma ‘o doutor’."
Para ler o resto aqui:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=140217 .
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PS- Este post não era para ser sobre o hambúrguer mas sim sobre o propofol e Mr Michael Jackson. Iria começar com "estes senhores das notícias andam mal informados e não foram ler os efeitos laterais do propofol" e acabar com o típico "o que tu queres sei eu". Mas achei melhor não.
Para quem pensava que eu já me tinha deixado destes posts

Não deixei!
Andam a acontecer coisas muito estranhas no mundo da (ite)
Desconfio que deve ser a melatonina a castigar-me por levantar-me tarde e estudar pela noite fora até ouvir passarinhos a cantar.
1- Sonhei com o Zeinal Bava que andava com uns tubinhos fluorescentes na mão (a tal fibra óptica) a oferecer lápis de cor.
2-Ando a comer bocados de maça cobertos com gelado de caramelo da Carte d'Or. Nem o melhor chefe do mundo se lembraria disto porque.. não é bom. Mas ando viciada!
3- No dia em que descubro que EXISTE à venda nos supermercados café Bogani (weeeeeeeeeee!)e que decido comprar logo 5 pacotes, a minha máquina de café decide que é um bom dia para morrer.
Animais de estimação
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"O Max foi a minha relação mais duradoura."
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.George Clooney,
referindo-se ao porco de estimação
que viveu 18 anos
e morreu em 2006
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Acho que o Colesterol não terá igual sorte...
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Doidice pegada
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Antes de mais, e como boa cidadã, começo por dizer que não se devem rogar pragas ao Benfica, esse grande clube.
O Harry, um sabichão, diz (em pág que já não me recordo) que...
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"em ensaios clínicos já realizados, o lançamento de pragas ao Benfica tem um efeito 4x superior ao placebo no aumento morbilidade, dependendo da gravidade da calamidade proferida. Aconselham-se medidas preventivas."
(bem se vê que a ite ainda não leu esta parte :P)
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Por isso, em nome do sucesso do Benfica durante os próximos 70 anos, parece que tenho de actualizar o blog com mais alguns disparates das outras limoas.
a ite é muito destemida (ou será... distraida?!) e acredita na boa fé das pessoas. Por isso, costuma deixar a porta do cacifo aberta com as chaves lá escarrapachadas, onde só falta um bilhete a dizer:
"É favor não mexer. Cacifo novamente, e pela 4ª vez consecutiva esta semana, em processo de arejamento. As minhas chaves de casa estão na porta. Em caso de dúvida, sr. assaltante, contactar-me no teatro anatómico, onde estudo, fascinada as maravilhas do núcleo accumbens. Trazer piaçaba, obrigada."
- a semi passou ao lado de uma carreira de actriz (quiça como par romântico do Clooney- mas que tem o sujeito de especial???), mas, por vezes, gosta de praticar. Um dia, em pleno exame oral de Cirurgia Geral ensaiou um desmaio (era tipo uma prova de casting). Mas como o jeito para a representação afinal nem é muito...
... todos os doentes da enfermaria toparam logo (porque têm 2 jolhos e 2 jorelhas) que tudo não passava de um esquema maquiavélico para não fazer o exame. Foi uma vergonha. Há quem ainda tenha pesadelos com isso e recorra a medicamentos para repousar...
A outra limoa, euzinha, é incapaz de fazer ou dizer disparates (cala-te ite! É tudo calúnia! :P). Por isso, quando gentilmente me fizeram o ultimato...
... a dúvida instalou-se. Escrever sobre o quê?
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As eleições do Benfica? Não, nem pensar.
A importância do teste de Coombs nas Anemias Hemolíticas? Cada vez pior.
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Eis que alguém sugeriu:
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"Porque não escreves sobre os calções gay do Ronaldo?"
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Achei deprimente.
Aguardo melhores sugestões para próximo post (a inspiração anda a ser sugada pelo Harry. Agradeço a compreensão :P).
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Foi há um ano!

Há um ano atrás ainda não sabiamos que depois de muitas tentivas iriamos finalmente arranjar um apartamento. Ainda não sabiamos que seria no Príncipe Real. Ainda não sabiamos que este bairro iria fazer-nos lembrar outro bairro famoso de Madrid. Ainda não sabiamos que ninguém nos esperava no Hospital da Luz. Ainda não sabiamos que iamos fazer um escândalo na sede do BES por se terem esquecido de nós. Ainda não sabiamos como aproveitar um mês inteirinho em Lisboa sem nada para fazer. Ainda não sabiamos... que iria ser o melhor mês das nossas vidas. E que nos iriamos apaixonar por Lisboa.
Homenagem à sees the light!
Não, não vou contar uma história romanceada da sees the light. Nem vou contar como ela consegue esconder microscópios em cacifos ou insultar o senhor funcionário do Serviço de Histologia com palavras caras que soam a palavrões mas que não são. Também não vou contar o facto de ela ter ouvido angustiada o relato de um jogo de futebol Benfica vs Clube de uma terrinha com jogadores amadores em plena aula prática de Fisiologia. O que eu vou fazer é um ultimatum:
Sees-the-light, ou escreves qualquer coisa aqui ou.. ou... não te dou a receita de bola de carne ou...ou... rogo uma praga para o benfica não ganhar o campeonato durante 70 anos!!
PS- Agora que o campeonato já acabou, dá umas férias ao aquihaluz.blogspot.com e regressa à casinha.. váaaa...... pleaaaaaaseeeeeee.
Homenagem à semi!
Esta coisa de estar fechada em casa a estudar tem muitos efeitos adversos como o andar insuportável mais vezes que o aconselhável, ficar carente mais vezes que o recomendado e asneirar constantemente (acabei de partir um candeeiro que a minha mãe adorava... o harry caiu-lhe em cima depois de umas páginas viradas com mais violência). Para contrariar o mau humor recorro a um antídoto muito eficaz: lembrar-me de episódios engraçados da vida das limoas (das outras... meus nem pensar ehheheeh :P).
E hoje, enquanto regressava ao capítulo dos transplantes hepáticos (pois, pois avancei..) e quase morria agoniada com a primeira frase que começa "Em 1960..", lembrei-me da semi-lemon. Para começar, médica mais médica que a semi não existe. A mais corajosa. A que não vacila nem um bocadinho mesmo quando se vê sozinha abandonada e gelada a meio da noite nas urgências de cirurgia geral. Para além disto (e dos caracóis perfeitos dos cabelos) ainda invejo a semi noutra coisa (inveja boa, claro!): na pontualidade. Eu que tenho um grave problema com relógios, despertadores (as aulas de manhã eram um sacrifício) invejo a pontualidade e o ar sempre fresco da semi. Talvez seja por isso que a lembrança da semi hoje me fez sorrir ( e a auto-desculpar-me das minhas asneiras porque até seres perfeitos erram! :P).
A história começa assim: Era uma vez há uns anitos atrás numa salinha de aulas do serviço de neurologia. A salinha era bastante estranha com remendos de azulejos e tijoleira muito
sui generis que não deixavam enganar o passado daquela sala: tinha sido algures no tempo uma casa de banho. E para confirmar a origem ainda restavam duas torneiras de lavatório isoladas no meio da parede entre duas estantes de livros. Este cenário já fazia a mente desligar-se completamente da aula. Mas ainda havia mais. Aquele espaço exíguo era ocupado por 24 alunos que se apinhavam encostados uns aos outros ou empoleirados em armários. E o professor lá continuava a aula, projectando os slides na parede, englobando a única porta da sala. Lembro-me de durante as aulas haver alguns enganos e doentes abrirem a porta e ficarem desconcertados com o cenário de duas dezenas de médicos empoleirados, silenciosos, concentrados a fixarem a porta.. que eles tinham aberto. Depois de um momento de "what the hell..?" recuperavam a compostura, pediam desculpa e fechavam a porta. Acho que naquelas cabeças deveriam passar coisas inimagináveis porque só uma razão extraordinária justificaria o facto de 20 médicos estarem em silêncio enclausurados numa casa de banho. A razão é apenas uma: não havia espaço... os alunos multiplicam-se.. o hospital não cresce... as casas de banho não fazem falta nenhuma (pois pois)... logo vamos fazer salas de aula nas casas de banho. Depois deste contexto.. falta meter a semi nesta história. Pois um belo dia, a semi sempre muito briosa da sua pontualidade, irrompe pela porta. Nós não a vemos porque estava tapada pela tela onde são projectados os slides (naquele dia excepcionalmente havia uma tela)... só vemos os ténis inconfundíveis. Depois de um momento de pausa (desconfio que deve ter pensado que se tinha enganado na "casa de banho" pois a casa de banho habitual não costumava ter coisas brancas a taparem-lhe a visão dos seres enfadados em aulas), a semi luta para contornar o monstro branco. Nesta altura já está tudo em silêncio e expectante. Alguns alunos devem ter acordado com a falta do ruído monocórdico da voz do prof. Todos os presentes se concentraram naquela luta contra a tela e eis que surgem finalmente uns caracóis e depois o resto todo da semi. Ela avança confiante em direcção a uma cadeira vaga (que presumo que era a do prof, já que este se encontrava em pé... pois uma cadeira vaga naquele lugar tão densamente habitado só seria possível se fosse do prof). Continua o silêncio. Bem mais ou menos silêncio porque eu e see-the-light já estavamos desmanchadas a rir. Voltemos à semi.. sentadinha, com ar sério, já de caderno em riste para apontamentos fabulosos. E o próximo slide: fim. Aí a semi fica desconcertada... então a aula não começava agora?... logo seguido de um episódio de coranço enorme... e para terminar.. o prof que diz que a reter da aula fica o sentido de oportunidade (dos AVCs claro, claro) e já todos os alunos se riam menos a semi.
Desde essa altura a semi nunca mais foi a mesma... ficou com alergia a slides. Desconfio que não sabia que se tinha sentado na cadeira do prof (depois da vergonha não tive coragem de lhe dizer). E ainda bem! Senão ainda era hoje o dia que a semi evitava sentar-se em cadeiras solitárias.
Moral da história: ainda bem que existes semi! Por muitas coisas... mas também porque por tua causa aquela salinha com torneiras e azulejos de casa de banho ficou cristalizada na minha memória... e sempre que lá passo sorrio. Mesmo que o dia esteja a correr muito mal!
PS- Confesso que isto não é uma mentira pegada, mas está romanceado e exagerado. Mas os olhinhos da ite só vêem o mundo cor de rosa e tá bem! Confesso que o objectivo disto é provocar a semi. Pronto, está confessado. Perdoas-me semi?
Saudades da FMUP?
Não consegui ainda decidir se tenho saudades dos seis anos passados dentro daquelas paredes.
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Lembro-me que a minha primeira impressão da faculdade foi: deviam pintar as paredes. A segunda foi enquanto me arrastava de gatas ("quatro, caloira!") pelos corredores do hospital ("dura praxis sed praxis"): estas janelas não devem ser limpas há muitos anos (tinham um aspecto de vidros fumados em tons de castanho...não saberia dizer se para esconder o mundo doentio da vida que continuava indiferente lá fora ou se para esconder em jeito de misericórdia o que a vida poderia ter sido aos doentes cá dentro). A terceira foi quando os "doutores de praxe" permitiram que me levantasse: dei de caras com uma vista muito pouco esperançosa para o cemitério de Paranhos do alto do 6º andar (sim, sim andamos de gatas desde o rés do chão). Lembro-me que estas impressões deprimentes contrastavam com a minha felicidade, com a minha vontade plena de fazer daqueles anos os mais proveitosos da minha vida e sobretudo com a minha alma lavada, clara, transparente disposta a aceitar todos os desafios, dificuldades e sobretudo humanidade e conhecimento que aqueles anos me poderiam proporcionar.
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E agora, que recordo este momento à distancia de quase sete anos, vejo o que não entendi na altura. Esse prenúncio evidente. Que é impossível sair com uma alma imaculada depois de seis anos a viver naqueles corredores. Porque a mágoa de tantas histórias tristes entranha-se. Porque reconhece-se que o conhecimento é demasiado volumoso e rasga as costuras. Porque se aprende a aceitar a aleatoriedade da vida e da morte e isso corrói. Porque se acaba um curso com uma idade muito mais pesada que os 23 anos que o BI documenta. A minha alma sai dessas paredes suja, rasgada, corroída e muito, muito mais humana.
Nesse mesmo dia em que descobri os corredores sujos do hospital, alguém importante discursou para os novos alunos e disse algo parecido com isto (não posso precisar as palavras exactas):
Se querem descobrir a beleza e o brilho da sociedade apreendidas do topo de um arranha-céus enganaram-se na casa; se querem ver o vosso trabalho cristalizado em cada esquina... deviam ter escolhido arquitectura. Aqui só vão encontrar a podridão, o feio, a cave da sociedade onde é atirado tudo aquilo que não se quer ver nas esquinas da nossa sociedade. Aqui o reconhecimento não está esculpido em pedras. Aqui é tudo um olhar.. que não fica registado.
No mesmo dia em que saí daqueles corredores sujos, passados seis anos, alguém importante olhou para mim nos olhos e disse: cada médico carrega um cemitério privado: dos doentes que viu e não descobriu, dos que viu e descobriu mal, dos que viu, descobriu e tratou mal e dos que decidiu não ver. Desejo-lhe um cemitério pequeno..
Saudades da FMUP? Saudades deste processo longo e difícil em que todas estas palavras começam a fazer sentido? Não..
Euromilhões e tal e coisa..
A propósito disto:
"E, apesar de sempre ter sido bom no que fiz (sempre tive boas notas e sempre me saí bem tanto a nível académico como profissional), acho que trabalhar é uma perda de tempo...mas tem que ser, faz parte da vida. Muita gente diz que se ganhasse o Euromilhões continuava a trabalhar e a ter a vida normal...qual quê! Ia mas era aproveitar a vida, que já tenho quase 25 anos e em menos de nada a vida passa-me à frente."
Lido aqui:
mentedepravada.blogspot.com,
dei por mim a pensar se mudaria a minha vida em termos profissionais se ganhasse o euromilhões ou outro prémio semelhante. E, apesar de esta ser uma altura pouco entusiasmante no meu percurso profissional ( sim, sim ficar 10 horas por dia sentada a estudar o meu amigo Harry não é agradável), tenho a certeza que não mudaria grande coisa neste aspecto da minha vida. Talvez porque o que faço me entusiasme, talvez porque ainda tenho muita vontade de aprender mais (de vez em quando ainda vou à medline ver as "últimas" dos endocanabinóides LOL), mas sobretudo porque sinto que o retorno desse investimento pode realizar-me de uma maneira que apenas o dinheiro não conseguiria.
Certamente que com o euromilhões, poderia dar-me ao luxo de "dosear" melhor as coisas... (adeus noites sem dormir, adeus ver doentes a correr e outras coisas), se calhar até me poderia dar ao luxo de saltar de especialidade em especialidade quando uma me aborrecesse, mas abandonar o que mais gosto de fazer seria algo impensável.
E vocês limoas da minha vida? Depois dos dois anitos de férias obrigatórias após ganhar o euromilhões regressariam ao mundo da medicina?
(eu aqui a divagar em vez de estar a reflectir sobre os efeitos adversos do interferão no tratamento da hepatite vírica.. aiaiaiaiai)
Pra não dizerem que não publico nada de nada
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Fomos viajar sem sair do lugar
vamos encalhar se o motor não pegar
vamos lá subir sem tentar decair
fomos naufragar e morremos a rir...
(...)
Vamos adorar o TGV chegar
vamos aterrar sem sair do hangar
(...)
Fomos todos parir se o esperma permitir
morremos a rir
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in "Morremos a Rir- Rui Reininho e a Companhia das Índias"
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Tesourinhos deprimentes do Harry (2)
"Os doentes tratados com heparina com hemorragia grave podem ser tratados com sulfato de protamina que neutraliza a heparina. O sulfato de protamina é uma mistura de polipetídeos básicos isolados do esperma de salmão.."
Duas perguntas: Quem é que se lembraria de testar farmacologicamente esperma de salmão?? Como é que se recolhe o dito cujo??
Ai este Harry... malandrinho malandrinho...
Tesourinhos deprimentes do Harry (1)
Qual é a coisa (entenda-se doença) qual é ela que pode ter como sintoma dor nos gânglios linfáticos com o consumo de álcool?Amazing, não é? Que grande episódio do Dr House isto não daria. eheheheheh
Terapêuticas da Lemon(ite) (1)
Síndroma do Coração Partido
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Primeiros 3 dias
1- Permitir o choro em quantidades industriais. Tem como efeito lateral frequente o comentário: "não sabia que tinha tantas lágrimas"
2- Permitir que se diga mal do agente etiológico (o agente causador da síndroma).
3- Escrever tudo o que vai na alma mas NUNCA enviar ao agente etiológico. Constata-se que é um factor que conduz a uma elevada resistência à terapêutica posterior.
4- Deixar o telemóvel sem saldo. Assim não há o risco de contactar o agente etiológico.
5- Dormir mais de dez horas por dia. São 30 horas em que não se pensa no sucedido.
6- Aceitar colinho e miminho dos amigos. Está provado que o apoio emocional é um factor preponderante no sucesso do tratamento de qualquer patologia.
4º dia
1- Estabelecer contacto com o agente etiológico para avaliar gravidade da situação. Aconselha-se avaliação cuidada com recurso a meios complementares de diagnóstico (ie a racionalidade).
2- Ponderar estratégia farmacológica mais adequada. É muito importante realizar previamente um teste de sensibilidade aos antimicrobianos que se ponderam usar. Uma má escolha conduzirá a uma patologia multirresistente e difícil de curar. Algumas opções: mudar a direcção do relacionamento para uma amizade consistente (poucos casos de sucesso... diria anecdotal reports), para uma amizadezinha ( limites olá.. como estás?... estás com um cabelo diferente.. estou cheio de pressa não posso falar..), para uma amizade colorida (kiss kiss e tal... opção perigosa com alta taxa de recidiva) ou finalmente enterrar a relação num lugar bem fundo e esquecer-se do sítio (ie evitar qualquer tipo de contacto... terapêutica dolorosa com elevada taxa de noncompliance).
5º ao 10º dias
1- Instituição imediata da terapêutica escolhida.
2- Não enfabular.
4- Dar um grande passeio.
5- Escrever uma lista de projectos fantásticos a realizar a médio prazo.
6- Iniciar esforços para conseguir concretizá-los. Um bocadinho de workaholic phase pode ser benéfico.
Um belo dia
1- Já não vai doer nem apetecer chorar quando ouvir o nome do agente etiológico.
2- Cura oficial
Prevenção
1- Evitar contacto com agentes etiológicos parecidos no futuro. Poderá acontecer uma reacção anafilática.
:P :P
Ai este Harry boy.... qualquer dia tenho de inventar uma terapêutica para Síndroma Asneirético Lemonítico ehheehheeh